O Programa Phobos consistia no envio de duas sondas, Phobos 1 e Phobos 2, que deveriam orbitar Marte e fazer estudos minuciosos de Marte e seus dois satélites Phobos e Deimos, e incluiu a cooperação de 14 outras nações como a Suécia, Suíça, Áustria, França, Alemanha e Estados Unidos.

Em 1988, as sondas foram lançadas em direção a Marte, mas a Phobos 1 perdeu-se no caminho dois meses depois do lançamento, supostamente por causa de um erro de comando de rádio.

 

A Phobos 2 chegou em Marte em janeiro de 1989 e entrou em uma órbita ao redor do planeta vermelho, mas pouco tempo depois desapareceu do sistema de rastreamento russo em circunstâncias misteriosas, não antes de enviar de volta à Terra certas imagens intrigante do planeta Marte.

A missão correu bem até o alinhamento com a lua marciana Phobos, em 28 março, quando um objeto elíptico foi detectado se movendo em direção ao satélite soviético. Todas as indicações eram de que o objeto teria colidido com a sonda Phobos 2, fazendo-a perder o contato com a Terra.

No mesmo dia, a TASS, a Agência Oficial de Notícias Soviética anunciou: “A Phobos 2 foi incapaz de se comunicar com a Terra conforme planejado depois de concluir uma operação em torno da Lua de Phobos marciana. Os cientistas no controle da missão não conseguiram estabelecer contato de rádio estável”.

No dia seguinte, um oficial sênior da Glavkosmos, a Agência Espacial Soviética, disse: “A Phobos 2 está 99% perdida para sempre”. Neste ponto é importante destacar a indicação de que o satélite estava perdido e não apenas o contato com ele.

A Sombra: última imagem enviada pela Phobos 2.

Em 31 de março foi a vez da EFE, a Agência de Notícias Européia, declarar: “A Phobos 2 tirou estranhas fotografias de Marte antes de perder contato com a Terra. Um Objeto Voador Não Identificado foi fotografado sobre a superfície marciana. Cientistas descreveram que o objeto tinha a forma elíptica e 20 kilometros de comprimento! Foi ainda declarado que as fotos não poderiam ser um truque ou falha da câmera, pois elas foram capturadas por duas câmeras diferentes, bem como através de imagens infra-vermelhas. Um controlador na estação espacial afirmou que a sonda estava girando sem controle, como se tivesse sido atingida por algo”.

A última transmissão de Phobos 2 foi uma fotografia de um gigantesco objeto cilíndrico em forma de charuto, com aproximadamente 20 km de comprimento e 1,5 km de diâmetro, que foi fotografado em 25 de março de 1989 na superfície de Marte e ficou conhecida com “A Sombra”.

Depois que o último quadro foi transmitido por rádio de volta para a Terra, a sonda desapareceu misteriosamente e de acordo com os russos, foi destruída, possivelmente por um feixe de pulso de energia.

A engenheira, condecorada piloto de testes e Coronel da Força Aérea Soviética, Marina Popovitch, afirmou em uma entrevista que a sombra avistada e a sonda desaparecida foi o assunto de uma conversa entre o presidente Gorbachev e o presidente Bush em dezembro de 1989, durante a Cúpula de Malta.

A nave em forma de charuto que aparece na penúltima foto tirada pela Phobos 2 é, aparentemente, o objeto que projeta a sombra oblonga na superfície de Marte.

Penúltima foto enviada pela sonda Phobos 2 antes de perder o contato.

O governo soviético se recusou a mencionar inteligência extraterrestre, embora muitos de seus melhores pilotos militares e comerciais tenham feito relatórios incríveis de tais avistamentos.

O avistamento da sombra em Marte deveria ser suficiente para convencer muitos de que pode haver vida inteligente orbitando Marte.

Outros Mistérios em Marte

Em 1972, a sonda Mariner 9 enviou evidências de estruturas piramidais incomuns na superfície de Marte no Quadrilátero Elysee, e as sondas enviadas ao planeta vermelho em 1976, Viking I e II da NASA, retransmitiram imagens de um complexo de pirâmides na área de Marte chamada Cydonia e da misteriosa estrutura que ficou conhecida como “Face de Marte”.

A Face de Marte fotografada pela sonda Viking 1.

Em agosto de 1993 ocorreu outro evento que causou uma tremenda agitação no programa espacial norte-americano. A sonda Mars Observer, enviada para mapear a superfície do planeta vermelho em detalhes, foi perdida enquanto se preparava para entrar na órbita de Marte.

Sinais foram enviados para pressurizar os tanques de combustível do sistema de propulsão, mas a Mars Observer, que deveria receber e reconhecer o sinal, nunca respondeu aos comandos.

Os cientistas concluíram que a sonda poderia ter explodido quando os tanques de combustível estavam sendo pressurizados, mas muitos acreditam que a Mars Observer teve um destino semelhante ao da sonda soviética Phobos II.